Mpambu Nzila
A encruzilhada, liga o cruzamento dos caminhos, que convertem numa espécie de centro do mundo, onde ocorre o encontro dos mundos, já que os bakongo consideram o mundo como multidimensional.
Mpanbu Nzila é a fronteira onde M’kengi é selado para uma vigilância e monitoramento, uma energia voltada para evolução do espírito presente dentro do culto. Na encruzilhada onde m’kengi atua, ele tem como função abrir os portais entre os dois mundos, Nseke (mundo material) Mpemba (mundo espiritual). Ainda entre esses dois mundos, existe Kalunga (o infinito), um mundo místico e sem dimensões. O M’kengi usa uma chave chamada “Kangila”, que permite abrir e fechar totalmente o grande portal místico.
Na prática, M’kengi, assim como outros guardiões espirituais, são manipulados por um Nganga com a finalidade de abrir o portal para chegada dos bakulu (ancestrais) nesse mundo e são sempre invocados para fins de cura, magia maléficas, comunicação com o mundo dos mortos etc.
No candomblé de Kongo Angola podemos ver esses mesmos rituais praticados pelos sacerdotes e sacerdotisas, com os mesmos princípios praticados na matriz africana, assim se faz uma invocação na encruzilhada para chegada dos Minkisi dentro dos terreiros.
Podemos observar que muitos são os nkunga (cânticos) entoados no momento desse ato de “pedir licença”, onde são citados M’kengi,assim invocando o Guardião.
Exemplo:
Mpambu Nzila ya mukengi
Ya o lele
Guardião está na encruzilhada
Esta para fazer seu dever
Texto: Leonardo Luis e Glauber Willians
informações baseadas em obras dos autores Karl Edvard Laman e Jean Cuvelier




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