Nós somos africanos!
Por diversas vezes, a comparação, diminuição, exclusão, ego e rejeição tomam contam do que nos é de mais sagrado: nossos corações.
Sempre é muito mais sobre o individual e o separatismo.
Sempre muito mais sobre o ego e seu próprio entorno.
Mais sobre títulos, postos, nomes, do que sobretudo a FÉ.
E então pensei por um momento.
Buda não era Budista.
Jesus não era Cristão.
Krishna não era Vaishnava.
Maomé não era Islamita.
Orixá, Nkisi e Vodum não eram de tradição Yoruba ou Candomblecistas.
Todos pregavam o amor como a sua verdadeira religião.
E você?
O que te move a rezar, orar ou colocar seus joelhos no chão?
O que faz aos que o cercam todos os dias?
Não adianta ter crença e não praticar seus ensinamentos em sua própria vida.
Não adianta ter fé e querer que o outro se prejudique.
Não adianta ser popular e próspero em seu meio se não é capaz de compreender as necessidade dos que são menos favorecidos.
Não adianta ser grande, sem olhar para os pequenos.
Não adianta ser chefe se ainda sim, cercado de muitos não é capaz de preencher os corações vazios.
Religião é a arte de nos interligarmos, uns aos outros. Nos conectarmos em busca de algo que traga conforto e esperança para os dias que vivemos.
Se você não é capaz de respeitar, amar, ensinar, se dedicar, ser justo, honesto e sério com as vidas dos que o cercam e a sua própria, não faz sentido propagar dogmas, ensinamentos ou palavras dos grandes mestres.
O que nos faz dignos é reconhecer em nós mesmos, o negativo humano e aprimora-lo ao espiritual.
Sejamos melhores, maiores, além do nosso pequeno mundo.
Devemos enxergar como lidamos com tudo que nos cerca.
Quais sentimentos estamos emanando?
Que energia deixamos fluir?
Observar a si mesmo é compreender as causas dos problemas que possuí.
Mais amor, respeito e gratidão.
Okan mimo!
Michelle D'Angelo
Omo Yemoja




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